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Livros do mês

Dezembro - 2025

CRISTIANISMO E ESCRAVIDÃO

Em God, Slavery, and Early Christianity: Divine Possession and Ethics in the Shepherd of Hermas (Cambridge University Press, 2025, 318 p., US$ 120.00), Chance E. Bonar apresenta uma interpretação do Cristianismo primitivo a partir do contexto discursivo sobre a escravidão no Mediterrâneo antigo. O autor discorre sobre um texto escrito entre os séculos I e II d.C. por um romano escravizado e que quase compôs o Novo Testamento, O Pastor de Hermas, que registra as visões, os mandamentos e as parábolas que ele recebeu em encontros com interlocutores divinos. Nesse texto, Hermas apresenta os fiéis como escravizados, propriedades úteis e leais a um Deus escravizador que vigia e disciplina seus escravos durante e depois da vida, construindo a imagem do cristão ideal de acordo com essa ideologia. A partir dessa interpretação inovadora, Bonar busca esclarecer o quão profundamente os cristãos primitivos estavam enraizados na sociedade romana escravista.

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OS PINTORES DE POMPEIA

Painting Pompeii: painters, practices, and organization (Brepols, 2024, 120 páginas, €85,00), de Francesca Bologna, é um estudo sobre a pintura mural romana com foco nos próprios pintores. O estudo combina análise estilística qualitativa (inspirada no método Morelliano para atribuir “mãos” em pinturas) com análise quantitativa de tempo de produção, custos e condições econômicas dos artesãos em Pompeia. Bologna recorre a análises in situ, fotografias, manuais de construção históricos, arqueologia experimental, o Edito de preços máximos, de Diocleciano, e estudos sobre custos de subsistência para identificar as condições de vida e de trabalho dos grupos de pintores responsáveis pelas pinturas pompeianas nos Estilos III e IV. A autora demonstra que, em vez de oficinas estáveis, a prática pictórica era provavelmente realizada por equipes flexíveis e itinerantes, muitas vezes precarizadas. O volume também integra evidências comparativas sobre aprendizagem e mobilidade de artesãos, considerando como temas e modelos eram usados e adaptados para públicos variados e como a arte mural inscrita nos espaços domésticos refletia práticas sociais mais amplas.

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